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2º Seminário Nacional começa com pedido de protagonismo aos consumidores

Mesa de abertura do evento destaca importância da participação de quem paga a conta no processo de tomada de decisões do setor energético

A cerimônia de abertura do 2º Seminário Nacional dos Consumidores de Energia, em Brasília, reforçou a importância da participação dos consumidores em todas as etapas das tomadas de decisões que afetam o setor energético no país. “O consumidor é o pagador da conta e não pode ficar de fora das discussões”, afirmou o presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata.

Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Adalberto Maluf fez coro à importância da participação dos consumidores nas discussões. “A gente precisa de debates sérios, mas eu sinto que é sempre um setor atacando o outro. Por isso é tão importante o consumidor nesse processo”, discursou.

Barata lembrou que o Brasil é o país da energia barata e da conta cara e destacou que as batalhas mais importantes para mudar essa realidade são e continuarão sendo travadas no Congresso Nacional. “O que temos visto, a despeito de palavras e discursos, são ações e movimentos no sentido contrário, que têm aumentado a nossa conta.”

Barata celebrou a vitória recente dos consumidores no Congresso, com a queda do jabuti que aumentava o subsídio para a geração distribuída. Um resultado que contou com um forte trabalho não só de representantes dos consumidores.

“Felizmente a Câmara foi sensibilizada por um esforço enorme contra essa emenda que seria danosa para a conta de luz”, celebrou o presidente da Frente, alertando, no entanto, que a batalha continua. “Ainda persistem uma série de fantasmas, especialmente no Senado. A luta será árdua não apenas para baixar a conta, mas para não permitir que ela aumente.”

O Diretor Geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, também exaltou a retirada da emenda do projeto e pediu que os debates para a alteração de tributos sejam mais qualificados. “Nos últimos anos, não me lembro de uma vitória como essa no Congresso. Precisamos sensibilizar os congressistas sobre o impacto de suas decisões”, comentou.

Consumidores e indústria

O secretário Adalberto Maluf falou também sobre a importância de uma energia competitiva para que a indústria nacional possa se tornar verde, inclusiva, digital e conectada com as cadeias produtivas globais e pediu mais transparência em todo o processo. “Temos que conciliar diversos interesses. Quanto o Brasil pode subsidiar para fazer sua política industrial? Precisamos de mais transparência para mostrar à sociedade os custos e benefícios. Se a conta continuar sendo paga só por uma parte, provavelmente não vamos chegar aonde precisamos”, destacou.

O diretor da ANEEL também lembrou que o preço da energia impacta os consumidores muito além da conta de luz. “Nossa preocupação vai desde o pequeno até os grandes consumidores. A economia real é feita com o provimento de bens e serviços à sociedade. Se a conta está cara para a indústria, tudo vai ser caro para a sociedade”, comentou Feitosa.

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