A FNCE enviou contribuições à Consulta Externa nº 1/2026 do Comitê Técnico do PMO/PLD, com foco na calibração do Conditional Value at Risk (CVaR), parâmetro que influencia diretamente o custo da energia no país. A entidade defende que as decisões do setor elétrico devem buscar equilíbrio entre segurança do sistema e modicidade tarifária, evitando tanto a exposição excessiva a riscos quanto o encarecimento desnecessário da conta de luz.
Segundo a FNCE, o atual nível de aversão ao risco adotado nos modelos analíticos é excessivamente conservador e não reflete adequadamente as mudanças recentes na operação do sistema. Esse cenário tem contribuído para o aumento de custos evitáveis, com impacto direto sobre todos os consumidores de energia.
A entidade também alerta para efeitos colaterais relevantes, como o maior acionamento de usinas térmicas e o crescimento dos cortes de energias renováveis (solar e eólica), o chamado curtailment, o que representa desperdício de energia limpa e aumento das emissões de gases de efeito estufa. Para a FNCE, esse tipo de distorção compromete a eficiência do sistema e a sustentabilidade do setor elétrico brasileiro.
Como encaminhamento, a FNCE recomenda a adoção do par CVaR (15,30), além da ampliação dos estudos com diferentes configurações de risco. O objetivo é garantir decisões mais equilibradas, com base técnica robusta, que assegurem energia confiável a custos mais justos para o consumidor.





